RASTRO VERMELHO

foto: Fernando Solidade

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Rastro Vermelho

ano de estreia 2019

 

SINOPSE

 

Cortejo cênico musical que leva a Cápsula do Tempo para ser enterrada em locais que cultivam a memória e a cultura da resistência popular. Na cápsula estão recados para o ano de 2119, que foram enviados pelo público durante as apresentações da peça Utopia da Memória. O cortejo inicia com atividades lúdicas e sarau, depois segue por quatro estações: confissão para o ar, fogo, água e terra.


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Duração: 150 minutos

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SOBRE A MONTAGEM

Em 2015, sendo comissão de frente do Cordão da Mentira, realizamos a primeira versão do Rastro Vermelho, com poesia e uso de fogos de artificio sendo uma faísca no desfile noturno do Cordão que passou por locais, do centro da cidade de São Paulo, ligados a repressão policial e de violência do estado. 

No ano de 2017, novamente comissão de frente do Cordão da Mentira, agora como trabalhadoras que trazem o sangue de sua classe para a soleira do capital, lavamos com muito sangue a Avenida Paulista, seu Bancos internacionais e nacionais, fachadas de lojas que exploram o trabalho análogo a escravidão, o escritório da presidência golpista e o prédio da FIESP. Essa versão do Rastro Vermelho se valia de canções, poesias, pirotecnia e muitos baldes de sangue.

Em 2019 o cortejo foi criado a partir do tema “memória social” com o objetivo de prestar homenagem a espaços e pessoas importantes para a pesquisa do grupo e de importância também para o teatro brasileiro. Em junho e julho, na cidade de São Paulo, o Rastro Vermelho foi realizado na zona leste em homenagem ao Engenho Teatral e Iná Camargo Costa; na zona norte em homenagem ao TUOV - Teatro União e Olho Vivo, no bairro de Perus em homenagem a fundação da Escola Popular de Teatro e Vídeo construída no Assentamento Irmã Alberta do MST. No centro da cidade a homenagem foi para o Teatro de Arena e Cecília Boal. 

Nesta versão o Rastro dá continuidade a pesquisa do uso de pirotécnica e está organizado em cinco momentos, a concentração, com atividades lúdicas; e quatro estações: confissões para o ar, fogo, água e terra. 

O Rastro Vermelho enterra ou entrega para o local e pessoas homenageadas a Cápsula do Tempo, com recados do público da experiência teatral "Utopia da Memória". A cápsula é endereçada para as pessoas do futuro, do ano de 2119. As cápsula entregues ficam em um livro de acrílico e tem seu conteúdo guardado dentro de um recipiente de titânio, vedado e protegido. As cápsulas enterradas ficam em um cubo de acrílico, ao enterrar um pequeno monumento é colocado no local, como uma intervenção no presente que impulsiona a esperança no futuro revolucionário.

 

 FICHA TÉCNICA

criação e produção: Estudo de Cena | direção: Juliana Liegel e Diogo Noventa | texto: Diogo Noventa | direção musical: Roberto Kroupa | coreografia e preparação corporal: Keli dos Anjos | atrizes e atores criadores: Carolina Maluf, Cau Peracio, Juliana Liegel, Marilza Batista, Roberto Kroupa, Luciana Gabriel, Benjamin Resende, Anderson Oliveira, Letícia Laranjeiras, Keli dos Anjos, Gracinha Donato, Daisy Rodrigues | banda: Bruno Mota, Chico Noventa e Roberto Kroupa | direção de arte: Estudo de Cena | cenário e figurino: Estudo de Cena | fotos: Fernando Solidade | produção executiva: Diogo Noventa